NARRATIVAS DA LOUCURA E INSTITUCIONALIZAÇÃO PSIQUIÁTRICA NO BRASIL:
Notas históricas da Colônia à Reforma Psiquiátrica
Mots-clés :
Loucura, História da Psiquiatria, Reforma Psiquiátrica, Saúde Mental, BrasilRésumé
Este artigo analisa as narrativas e os processos de institucionalização da loucura no Brasil, da Colônia à Reforma Psiquiátrica, a partir de uma perspectiva histórica e sociológica. O problema que orienta a reflexão é: de que modo as concepções sobre a loucura e as práticas de assistência aos considerados loucos se transformaram no contexto brasileiro, em diálogo com o pensamento psiquiátrico europeu? O objetivo é historicizar a loucura, evidenciando como os sentidos a ela atribuídos foram construídos socialmente e como as instituições destinadas aos alienados se consolidaram enquanto dispositivos de saber-poder. Metodologicamente, o estudo baseia-se em revisão bibliográfica de autores como Foucault, Amarante, Portocarrero, Oda e Dalgalarrondo, além da análise de fontes documentais como os escritos de De-Simoni e Sigaud, marcos da psiquiatria brasileira oitocentista. Os resultados indicam que a trajetória da loucura no Brasil oscilou entre a tolerância jocosa e a exclusão violenta, culminando na emergência do modelo asilar no Império e sua expansão na República, até que o movimento da Reforma Psiquiátrica, a partir dos anos 1980, instaurasse uma ruptura ética com o paradigma manicomial.
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(c) Tous droits réservés Anna Beatriz da Silva Viotto, Luís Antônio Francisco de Souza 2026

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