NARRATIVAS DA LOUCURA E INSTITUCIONALIZAÇÃO PSIQUIÁTRICA NO BRASIL:

Notas históricas da Colônia à Reforma Psiquiátrica

Autores/as

  • Anna Beatriz da Silva Viotto UNESP
  • Luís Antônio Francisco de Souza UNESP

Palabras clave:

Loucura, História da Psiquiatria, Reforma Psiquiátrica, Saúde Mental, Brasil

Resumen

Este artigo analisa as narrativas e os processos de institucionalização da loucura no Brasil, da Colônia à Reforma Psiquiátrica, a partir de uma perspectiva histórica e sociológica. O problema que orienta a reflexão é: de que modo as concepções sobre a loucura e as práticas de assistência aos considerados loucos se transformaram no contexto brasileiro, em diálogo com o pensamento psiquiátrico europeu? O objetivo é historicizar a loucura, evidenciando como os sentidos a ela atribuídos foram construídos socialmente e como as instituições destinadas aos alienados se consolidaram enquanto dispositivos de saber-poder. Metodologicamente, o estudo baseia-se em revisão bibliográfica de autores como Foucault, Amarante, Portocarrero, Oda e Dalgalarrondo, além da análise de fontes documentais como os escritos de De-Simoni e Sigaud, marcos da psiquiatria brasileira oitocentista. Os resultados indicam que a trajetória da loucura no Brasil oscilou entre a tolerância jocosa e a exclusão violenta, culminando na emergência do modelo asilar no Império e sua expansão na República, até que o movimento da Reforma Psiquiátrica, a partir dos anos 1980, instaurasse uma ruptura ética com o paradigma manicomial.

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Publicado

2026-08-15

Cómo citar

DA SILVA VIOTTO, A. B.; FRANCISCO DE SOUZA, L. A. NARRATIVAS DA LOUCURA E INSTITUCIONALIZAÇÃO PSIQUIÁTRICA NO BRASIL:: Notas históricas da Colônia à Reforma Psiquiátrica. Revista Historiar, [S. l.], v. 18, n. 34, p. 165–191, 2026. Disponível em: //historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/647. Acesso em: 17 ago. 2026.