INTERSECCIONALIDADE COMO CRIAÇÃO DO FEMINISMO NEGRO:

Epistemologias de resistência e enfrentamentos á colonialidade do saber na Universidade Brasileira

Autores

  • JOAQUIM AGOSTINHO DE SANTIAGO NETO UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO GRANDE DO NORTE

Palavras-chave:

Epistemologias feministas negras, Interseccionalidade, Decolonialidade

Resumo

Este artigo analisa o papel das epistemologias feministas negras e da interseccionalidade no enfrentamento à colonialidade do saber na universidade brasileira, articulando perspectivas das feministas negras norte-americanas e brasileiras com o pensamento decolonial latino-americano. A pesquisa, de natureza bibliográfica e caráter comparativo, busca compreender como esses diferentes marcos teóricos, embora partam de contextos históricos e políticos distintos, convergem na crítica à racionalidade moderna/colonial e na valorização de saberes subalternizados. O esforço analítico da autora evidencia que, enquanto as feministas negras norte-americanas, como Patricia Hill Collins e Kimberlé Crenshaw, enfatizam a interseccionalidade como ferramenta de denúncia das opressões estruturais, as feministas negras brasileiras — como Lélia Gonzalez e Sueli Carneiro — tensionam o pensamento decolonial latino-americano ao inscreverem a experiência negra no centro da crítica à colonialidade. Os resultados indicam que a articulação entre esses referenciais possibilita repensar os modos de produção e legitimação do conhecimento, contribuindo para a construção de uma ciência decolonial e antirracista comprometida com a equidade e a pluralidade epistemológica.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Downloads

Publicado

2026-01-02

Como Citar

NETO, J. A. D. S. INTERSECCIONALIDADE COMO CRIAÇÃO DO FEMINISMO NEGRO: : Epistemologias de resistência e enfrentamentos á colonialidade do saber na Universidade Brasileira . Revista Historiar, [S. l.], v. 17, n. 33, p. 285–306, 2026. Disponível em: //historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/617. Acesso em: 11 jan. 2026.