LITERATURA NEGRA FEMININA EM MARIA FIRMINA DOS REIS E O CÂNONE LITERÁRIO BRASILEIRO

Auteurs

  • Ana Paula Herrera de Souza Universidade Estadual de Maringá
  • Delton Aparecido Felipe Universidade Estadual de Maringá

Mots-clés :

Literatura negra-feminina, Cânone, Maria Firmino Reis, Cânone literário brasileiro

Résumé

 

O artigo discute como a formação do cânone literário brasileiro carrega marcas do Brasil colonial, obstaculizando o reconhecimento da literatura de autoria negra-feminina como vertente para compreender as heranças patriarcais e escravistas que perpassam a história nacional. A questão-problema que orienta o estudo é: de que modo o cânone literário brasileiro reproduz as marcas coloniais e patriarcais que invisibilizam a literatura de autoria negra feminina? O objetivo geral é analisar essa permanência a partir da obra Úrsula (1859), de Maria Firmina dos Reis, primeira romancista negra do Brasil. Fundamentado em autores como Ferreira Duarte (2009), Bonicci (2000) e Bernd (1992), o estudo adota abordagem qualitativa e análise discursivo-histórica da representação da mulher negra na literatura. Os resultados evidenciam que o cânone nacional, ao privilegiar matrizes brancas e masculinas, perpetua exclusões coloniais, e que a escrita de Firmina constitui resistência e reconfiguração simbólica da identidade negra-feminina brasileira.

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Publiée

2026-01-02

Comment citer

HERRERA DE SOUZA, A. P.; APARECIDO FELIPE, D. LITERATURA NEGRA FEMININA EM MARIA FIRMINA DOS REIS E O CÂNONE LITERÁRIO BRASILEIRO. Revista Historiar, [S. l.], v. 17, n. 33, p. 47–67, 2026. Disponível em: //historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/570. Acesso em: 11 janv. 2026.