ENTRE A ARTE E A CIÊNCIA:
parteiras, cirurgiões-parteiros e a medicalização do parto no Portugal setecentista
Palabras clave:
História da saúde, Parteiras;, Cirurgiões-parteiros, Medicalização do parto, Portugal SetecentistaResumen
A partir da Época Moderna, a medicalização do partejo e da maternidade intensificou-se na Europa ocidental, inserindo-se em um movimento mais amplo de consolidação da medicina e da ciência moderna. Embora não tenha sido exclusivo do contexto português, esse processo assumiu, em Portugal, características próprias da construção do pensamento científico luso ao longo do setecentos. A partir do estudo dos manuais de partejo produzidos no período, os primeiros desse gênero em circulação no reino, somado a impressos de letrados importantes a época buscou-se mapear a inserção do cirurgião-parteiro no campo do nascimento, considerando sua atuação em diálogo com o trabalho historicamente desempenhado pelas parteiras. Nesse contexto, a medicalização do parto é compreendida como um processo gradual, atravessado por questões de gênero, moralidade, autoridade científica e pela permanência parcial dos saberes tradicionalmente associados às parteiras.
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Derechos de autor 2026 Ana Luiza Mendes Verissimo

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