A QUILOMBAGEM COMO RUPTURA EPISTÊMICA:

invisibilização e silenciamento sobre as resistências/epistemologias negras no Brasil.

Autores/as

  • Wanessa Horrana Francisca da Silva UFPB

Palabras clave:

Quilombagem, Epistemologias Negras, Intelectuais Negros

Resumen

Este trabalho tem como objetivo evidenciar como a Quilombagem, conceito desenvolvido pelo intelectual negro Clóvis Moura, pode ser compreendido como um movimento teórico que permite novos significados para os estudos de uma nova historiografia da abolição. Essencial para repensar as teorias eurocêntricas e coloniais sobre o período, o conceito de Quilombagem ainda permanece sem grandes discussões e debates no âmbito acadêmico, refletindo hierarquias epistemológicas que limitam o reconhecimento de categorias elaboradas por intelectuais negros. Nesse sentido, a abordagem proposta também dialoga com os princípios da Lei 10.639/11.645, ao contribuir para a valorização de saberes e narrativas afro-brasileiras no campo da educação e da produção historiográfica. Além disso, busca-se refletir sobre a urgência de “enegrecer o currículo”, compreendendo o ensino de História como espaço de resistência e reexistência, no qual a Quilombagem se transforma em ferramenta epistêmica capaz de tensionar e transformar as bases coloniais do conhecimento escolar.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Publicado

2026-01-02

Cómo citar

FRANCISCA DA SILVA, W. H. A QUILOMBAGEM COMO RUPTURA EPISTÊMICA:: invisibilização e silenciamento sobre as resistências/epistemologias negras no Brasil. Revista Historiar, [S. l.], v. 17, n. 33, p. 419–442, 2026. Disponível em: //historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/592. Acesso em: 11 ene. 2026.