ENTREVISTA KABENGELE MUNANGA:
Ações afirmativas e impasses da mestiçagem no despertar da consciência racial.
Palavras-chave:
Kabengele Munanga, Ações Afimartivas, Negritude, RaçaResumo
Com o objetivo de registrar, em um diálogo descontraído, impressões sobre os avanços e os impasses da educação racial sob a perspectiva de proeminentes personalidades negras do Brasil, o Grupo de Pesquisa em História Afrodiaspórica (GEPAFRO) entrevistou o professor e pesquisador Kabengele Munanga. Aos 85 anos, Munanga apresentou um relato mnemônico de sua relação tensa com um Brasil fortemente racializado, desde os primeiros anos de sua chegada, no ano de 1975 — contexto que o motivou, ao longo de sua trajetória acadêmica, a investigar temas como raça, negritude, racismo, consciência racial e a luta antirracista. Reconhecido também por suas contribuições às reflexões sobre a mestiçagem no país, Munanga abordou as diferenças geracionais observadas entre os jovens da década de 1980 e os das décadas mais recentes, evidenciando transformações impulsionadas pelo fortalecimento da consciência racial ramificada pelos Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABIs) e grupos correlatos difundidos pelas Instituições de Ensino Básico e Superior no Brasil. Conversou ainda brevemente sobre os impactos das duas décadas de ações afirmativas no Brasil, com destaque para a implementação das Bancas de Aferição de Heteroidentificação enquanto mecanismo de garantia e justiça nas políticas de cotas raciais.
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