“RABISCOS DE UMA VIDA”:

a escrita de si de um homem negro no pós-abolição

Autores

Palavras-chave:

Autobiografia, Escrita de si, Documentos pessoais

Resumo

O artigo analisa os sentidos políticos das narrativas autobiográficas como forma de escrita de si, bem como os significados atribuídos à valorização e preservação de registros que materializam a trajetória de um homem negro. Esses registros foram produzidos sob a influência do preconceito racial e informados pelas expectativas e projetos de uma vida isenta das hostilidades do racismo. O estudo examina a produção de si de Duque Bicalho (1887-1975) a partir da relação entre ele, sua vida e seus documentos. Para isso, investiga seu arquivo privado – composto por cartas, bilhetes, fotografias, partituras, letras de música, imprensa, documentação cartorial e pedagógico-didática de sua escola de música, além de rascunhos autobiográficos – para identificar, em sua trajetória, hesitações, incertezas, acasos e incoerências.

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Biografia do Autor

Jonatas Roque Ribeiro, Universidade de São Paulo

Possui mestrado e doutorado em História pela Universidade Estadual de Campinas. Atuou como pesquisador-colaborador e realizou estágio de pós-doutoramento na Universidade Federal de Juiz de Fora e, atualmente, realiza estágio de pós-doutoramento na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. 

Wellington Carlos Gonçalves, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo

Bacharel em Humanidades e Licenciado em História pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e Mestre em História pela Universidade Federal de Ouro Preto. Atua como Técnico Administrativo Educacional - Profissional ao Atendimento Educacional Especializado no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo - Campus Cubatão. 

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Publicado

2026-01-02

Como Citar

ROQUE RIBEIRO, J.; CARLOS GONÇALVES, W. “RABISCOS DE UMA VIDA”: : a escrita de si de um homem negro no pós-abolição. Revista Historiar, [S. l.], v. 17, n. 33, p. 116–137, 2026. Disponível em: //historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/566. Acesso em: 11 jan. 2026.