Revista Historiar
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<p>A Diretoria do <strong>Centro de Ciências Humanas da Universidade</strong><strong> Estadual Vale do Acaraú-UVA. Sobral-CE</strong>, em parceria com o<strong> Curso de História</strong>, dispõem para a comunidade acadêmica a <strong>Revista Historiar</strong>, cujo objetivo é criar oportunidades para a divulgação das pesquisas do corpo docente das áreas de humanidades da UVA e de outras IES de ensino e pesquisa. Face à sua concepção inicial, a Revista Historiar estará voltada para a divulgação (on-line) dos resultados das pesquisas desenvolvidas por profissionais da História, dentro de suas atividades acadêmico-científicas.</p>Curso de História - Universidade Estadual Vale do Acaraúpt-BRRevista Historiar2176-3267<p>No caso de inserção de imagens, a responsabilidade pelos trâmites relativos aos direitos de reprodução será exclusivamente dos autores.<br><em>Declaro ser autor (a), ou licenciado(a), ou cessionário (a) ou possuo autorização prévia e expressa dos autor(a) expressa, seja por instrumento oneroso ou gratuito, com finalidade de utilização e reprodução das imagens constantes em minha obra que será publicada na Revista Historiar, ISSN 2176-3267, no âmbito do Portal de Periódicos da UVA.</em><br>No caso de não existência de permissão prévia de utilização de obras de terceiros ou hipótese de limitação dos Direitos Autorais - Art. 46 da Lei brasileira de Direitos Autorais - o declarante, ciente do teor dos artigos 24 e 29 do referido diploma normativo, assume toda a responsabilidade por eventual violação de Direitos Autorais.</p>PRODUÇÃO INTELECTUAL NEGRA:
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Marcelle Carvalho Raquel Lopes da Silva Janilson Rodrigues LimaFelipe Alves de Oliveira Alves de Oliveira
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2026-01-022026-01-021733315NETNOGRAFIA COMO ESPELHO DO SUJEITO DIGITAL À COMPREENSÃO HUMANA.
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<p>A resenha Netnografia: realizando pesquisa etnográfica online, de Robert V. Kozinets, apresenta uma metodologia inovadora para a análise de comunidades e culturas digitais, ressignificando os fundamentos da etnografia clássica para os ambientes mediados por tecnologias. Fundamentada em autores como Pierre Lévy, a proposta de Kozinets articula um arcabouço teórico-metodológico atento às complexidades das interações digitais, aos desafios éticos emergentes e à constituição ontológica do sujeito conectado.</p>Elaine ConteBárbara Regina da Silva SchumacherCarla Dias da SilveiraCaroline WamesLino Marques Samuel
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2026-01-022026-01-021733676684YNAÊ LOPES DOS SANTOS:
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<p>A entrevista feita com a historiadora Ynaê Lopes foca na temática dos intelectuais negros/as e suas contribuições para o avanço da temática racial para dentro dos espaços de produção de conhecimento. As suas reflexões perpassam assuntos como as Leis Nº 10.639/2003 e Nº 11.645/2008, racismo, ações afirmativas e movimento negro de forma incisiva e pedagógica para aprendermos sobre esses processos e a importância da produção de conhecimento por pessoas negras. Por uma abordagem leve e potente, a pesquisadora discute temas importantes para nós, pessoas negras e aliadas na luta antirracista, a fim de contribuir para construção de meios para produção de conhecimento de forma afrocentrada, contracolonial e/ou amefricana e possamos agir em conjunto para o avanço de pessoas negras em espaços historicamente negados.</p>Marcelle Carvalho Janilson Rodrigues Lima Raquel Lopes da Silva Felipe Alves de Oliveira Ynaê Lopes dos Santos
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2026-01-022026-01-021733685697ENTREVISTA KABENGELE MUNANGA:
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<p>Com o objetivo de registrar, em um diálogo descontraído, impressões sobre os avanços e os impasses da educação racial sob a perspectiva de proeminentes personalidades negras do Brasil, o Grupo de Pesquisa em História Afrodiaspórica (GEPAFRO) entrevistou o professor e pesquisador Kabengele Munanga. Aos 85 anos, Munanga apresentou um relato mnemônico de sua relação tensa com um Brasil fortemente racializado, desde os primeiros anos de sua chegada, no ano de 1975 — contexto que o motivou, ao longo de sua trajetória acadêmica, a investigar temas como raça, negritude, racismo, consciência racial e a luta antirracista. Reconhecido também por suas contribuições às reflexões sobre a mestiçagem no país, Munanga abordou as diferenças geracionais observadas entre os jovens da década de 1980 e os das décadas mais recentes, evidenciando transformações impulsionadas pelo fortalecimento da consciência racial ramificada pelos Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABIs) e grupos correlatos difundidos pelas Instituições de Ensino Básico e Superior no Brasil. Conversou ainda brevemente sobre os impactos das duas décadas de ações afirmativas no Brasil, com destaque para a implementação das Bancas de Aferição de Heteroidentificação enquanto mecanismo de garantia e justiça nas políticas de cotas raciais.</p>Túlio Henrique Pereira
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2026-01-022026-01-021733698717FLORES PARA ENTERRAR NOSSOS MORTOS:
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<p>Este artigo pretende analisar através de uma entrevista com uma familiar de desaparecidos políticos, Laura Petit da Silva, o processo de lutas e busca por seus familiares mortos durante a Guerrilha do Araguaia (1972-1974). Para analisar o caso, focamos na localização do corpo da irmã de Laura, Maria Lucia Petit da Silva (1950-1972), Outro evento coligado à temática e abordado no presente trabalho é a descoberta da Vala de Perus, em São Paulo, e sua importância para a identificação da guerrilheira.</p>Izabella Cardoso da Silva Campagnol
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2026-01-022026-01-021733578601A ADMINISTRAÇÃO SENHORIAL ATRAVÉS DA CHANCELARIA RÉGIA:
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<p>A realização efetiva de um determinado poder político, intimamente vinculado com as esferas de dominação social, pressupõe níveis diversos de relações sociais. Um poder realiza-se sobre pessoas em um determinado espaço e tempo, possui uma inscrição factual e objetiva, para além dos discursos e narrativas a seu respeito. O presente artigo pretende demonstrar o conjunto contraditório, permeado de intermediários, dos esforços da aristocracia em enquadrar e realizar de forma fáctica seu poder sobre o campesinato. Os interstícios da documentação aristocrática revelam, inclusive, o grau de tensão interno desse processo e abrem possibilidades diversas de análise e pesquisa no campo, incontornável ao medievo, da relação de senhores e camponeses.</p>Edilson Menezes
(c) Tous droits réservés Edilson Menezes 2026
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2026-01-022026-01-021733602621LES FEMMES NOIRES À L'ÉPOQUE COLONIALE DU BRÉSIL : UNE BRÈVE ANALYSE DE LA SUBJECTIVITÉ ET DE L'IDENTITÉ DU SUJET
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<p><span style="font-weight: 400;">Cet article vise à analyser la constitution du sujet, de la subjectivité et de l’identité des femmes noires dans le contexte sociohistorique du Brésil durant la période coloniale. Il aborde le rôle des femmes noires, historiquement ancré dans une structure sociale hégémonique. Il aborde également les thèmes de la subjectivité et de la subjectivité, apparus avec la science moderne et leur émergence en psychologie. Ce travail théorique ne vise pas à épuiser le débat sur le sujet, mais plutôt à proposer quelques réflexions et à contextualiser le développement conceptuel.</span></p>Izabela Daniely Ferreira SilvaSusanne Messias de Farias
(c) Tous droits réservés Izabela Daniely Ferreira Silva, Susanne Messias 2026
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2026-01-022026-01-021733622 – 636622 – 636AS REPRESENTAÇÕES SOBRE GUARAPUAVA-PR E GUARAPUAVANOS NO PERIÓDICO ALTO MADEIRA (1918-1988)
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<p>O presente artigo tem como objetivo analisar as representações sobre o município de Guarapuava-PR e os seus moradores no jornal Alto Madeira de Porto-Velho-RO (1918-1988). O referido periódico foi um dos mais relevantes da imprensa periódica rondoniense, fundado em 1917 e extinto em 2017, acompanhou os eventos locais, regionais e nacionais do século XX e início do XXI. Para atingir esse objetivo, utilizamos dos Estudos Culturais, mais precisamente do conceito de representação da História Cultural e amparamos em fontes da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Como resultados, percebemos que as representações são diversas, algumas breves, enquanto outras, são mais detalhadas, entretanto, todas estão pensando os deslocamentos humanos.</p> <p><strong> </strong></p>Rodrigo dos SantosPedro Lucas Dopate Borges
(c) Tous droits réservés Rodrigo dos Santos, Pedro Lucas Dopate Borges 2026
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2026-01-022026-01-021733637653OS NÚCLEOS DE ESTUDOS AFRO-BRASILEIROS NAS UNIVERSIDADES FEDERAIS:
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<p>O presente estudo trata-se de uma dissertação de mestrado já concluída, no qual teve como finalidade central sistematizar, com base em um mapeamento geral, os Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros (NEABs) existentes em todas as universidades federais brasileiras, bem como os históricos de implementações e as principais atividades desenvolvidas pelos mesmos. A metodologia de pesquisa quantitativa desempenhou e atendeu à demanda exigida, considerando a expressiva lacuna no que se refere à escassez de literatura sobre os NEABs, a pesquisa de cunho quantitativo viabilizou a sistematização e o mapeamento dos NEABs das universidades federais. O processo envolveu pesquisas e buscas por páginas eletrônicas dos núcleos onde os referenciais iniciais foram os sites das universidades, ou seja, a primeira estratégia elaborada para realizar o mapeamento e verificar as existências e também as ausências destes espaços no âmbito das universidades federais.</p>Gyme Santos
(c) Tous droits réservés Gyme Santos 2026
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2026-01-022026-01-021733653675MARIA FIRMINA DOS REIS:
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<p>Ao longo da história muitas mulheres foram silenciadas, e este trabalho visa dar continuidade aos estudos que retomam essas narrativas discorrendo a respeito de Maria Firmina dos Reis, responsável por escrever diversas obras críticas à escravidão, fundadora de uma das primeiras escolas mistas do país, atuando como docente. Além disso o trabalho elucidará a importância de levar a autora para as salas de aula, trabalhando a participação da construção da sociedade pelos sujeitos que foram marginalizados da história, construindo assim uma educação feminista e decolonial.</p>Maria Julia Silva Marques
(c) Tous droits réservés Maria Julia Silva Marques 2026
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2026-01-022026-01-0217331646LITERATURA NEGRA FEMININA EM MARIA FIRMINA DOS REIS E O CÂNONE LITERÁRIO BRASILEIRO
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<p> </p> <p>O artigo discute como a formação do cânone literário brasileiro carrega marcas do Brasil colonial, obstaculizando o reconhecimento da literatura de autoria negra-feminina como vertente para compreender as heranças patriarcais e escravistas que perpassam a história nacional. A questão-problema que orienta o estudo é: de que modo o cânone literário brasileiro reproduz as marcas coloniais e patriarcais que invisibilizam a literatura de autoria negra feminina? O objetivo geral é analisar essa permanência a partir da obra Úrsula (1859), de Maria Firmina dos Reis, primeira romancista negra do Brasil. Fundamentado em autores como Ferreira Duarte (2009), Bonicci (2000) e Bernd (1992), o estudo adota abordagem qualitativa e análise discursivo-histórica da representação da mulher negra na literatura. Os resultados evidenciam que o cânone nacional, ao privilegiar matrizes brancas e masculinas, perpetua exclusões coloniais, e que a escrita de Firmina constitui resistência e reconfiguração simbólica da identidade negra-feminina brasileira.</p>Ana Paula Herrera de SouzaDelton Aparecido Felipe
(c) Tous droits réservés Ana Paula Herrera de Souza, Delton Aparecido Felipe 2026
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2026-01-022026-01-0217334767CAROLINA MARIA DE JESUS, CONCEIÇÃO EVARISTO E ZORA HURSTON:
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<p>A pesquisa analisa as formas de resistência epistêmica nas obras de Zora Hurston, Carolina Maria de Jesus e Conceição Evaristo. As autoras transformam experiências de desigualdade em práticas literárias que articulam memória, corpo e linguagem. O conceito de escrevivência, interseccionalidade (raça, classe e gênero) juntamente com a oratura, revelam a escrita como resposta ao silenciamento histórico. Dessa forma, a pesquisa se ancora na ideia de que, ao escrever sobre si e sobre o mundo, essas mulheres negras constroem sentidos que escapam à lógica dominante, manifestos em suas obras como práticas vivas de resistência cultural.</p>Ana Munção
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2026-01-022026-01-0217336888ENTRE O PROGRESSO E A EXCLUSÃO:
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<p>Este artigo propõe uma reflexão crítica da década de 1950, os chamados “Anos Dourados”, a partir da obra Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus. Por meio de seus diários, publicados num livro em 1960, a autora revela a dura realidade das favelas e os mecanismos de opressão interseccional de raça, gênero e classe. A análise evidencia que, enquanto a narrativa oficial consolidava uma visão idealizada de progresso e modernização, Carolina apresenta experiências de marginalização e resistência. O estudo conclui que Quarto de Despejo contribui para um revisionismo histórico crítico, permitindo a reavaliação dos conceitos e representações sobre os “anos dourados” e valorizando epistemes subalternizadas e perspectivas afrodiaspóricas.</p>Rafaela Barroso Araujo
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2026-01-022026-01-02173389115“RABISCOS DE UMA VIDA”:
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<p>O artigo analisa os sentidos políticos das narrativas autobiográficas como forma de escrita de si, bem como os significados atribuídos à valorização e preservação de registros que materializam a trajetória de um homem negro. Esses registros foram produzidos sob a influência do preconceito racial e informados pelas expectativas e projetos de uma vida isenta das hostilidades do racismo. O estudo examina a produção de si de Duque Bicalho (1887-1975) a partir da relação entre ele, sua vida e seus documentos. Para isso, investiga seu arquivo privado – composto por cartas, bilhetes, fotografias, partituras, letras de música, imprensa, documentação cartorial e pedagógico-didática de sua escola de música, além de rascunhos autobiográficos – para identificar, em sua trajetória, hesitações, incertezas, acasos e incoerências.</p>Jonatas Roque RibeiroWellington Carlos Gonçalves
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2026-01-022026-01-021733116137REESCREVENDO PRESENÇAS:
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<p>O artigo apresenta a experiência de aplicação de uma oficina onde o tema central era as mulheres negras na história do Brasil desenvolvida em uma escola pública de Sobral-CE. O objetivo do projeto era refletir sobre o apagamento historiográfico dessas mulheres, baseando-se nas contribuições educativas dos escritos de autores como José Carlos Libâneo, Lélia González e Nilma Lino Gomes. Os resultados mostraram um engajamento ativo dos alunos e o desenvolvimento de uma maior consciência crítica sobre racismo e gênero. </p>Raquel De Jesus AraujoAna Cleide da Silva PatriolinoFrancisco Michael de SousaIgor Alves Moreira
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2026-01-022026-01-021733138157AS MULHERES NEGRAS E A DESCOLONIZAÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL E DO MARXISMO:
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<p>O Abordo sobre as pesquisadoras negras na descolonização do Serviço Social e do Marxismo a partir de um levantamento de estado da arte. Em buscas realizadas entre agosto e outubro de 2023, foram encontrados 34 trabalhos com 57 autoras/es, dos quais 37 eram mulheres negras. Essas pesquisadoras oferecem direcionamentos sobre raça e racismo, reivindicam representatividade epistemológica no Serviço Social e tensionam as relações entre decolonialidade e Marxismo, retomando intelectuais marxistas negros. Entretanto, constatou-se que tais direcionamentos não estão presentes nas produções da Região Norte.</p>Jacqueline Guimarães
(c) Tous droits réservés Jacqueline Guimarães 2026
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2026-01-022026-01-021733158176“SER MULHER, SER TERRITÓRIO PRÓPRIO”:
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<p>Este artigo discorre sobre o movimento organizado da ColetivA Mulheres da Quebrada, e o seu olhar sofisticado para a construção de uma rede feminista de solidariedade no Aglomerado da Serra, BH. Analisamos algumas problemáticas relacionadas ao acesso, às violências institucionais e às arbitrariedades de uma Unidade Básica Saúde, localizada no território. E, em contrapartida, apresentamos as práticas das Mulheres da Quebrada, que podem servir como referência para as políticas públicas. Concluímos que as ações coletivas, têm contribuído para uma prática psi fundamentada nas epistemologias negras, tendo o princípio do espelho de Oxum como um condutor da reexistência e da afirmação de outras imagens auto reflexivas de mulheres negras.</p>Karla de Paula CarvalhoPaula Rita Bacellar Gonzaga
(c) Tous droits réservés Karla de Paula Carvalho, Paula Gonzaga 2026
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2026-01-022026-01-021733177201ESTUDOS RACIAIS DO PODCASTING:
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<p> </p> <p>Este artigo tem como objetivo propor operadores sonoros que viabilizem o desenvolvimento de estudos raciais do podcasting. Para tanto metodologicamente adotamos uma abordagem qualitativa e propositiva que combina a cartografia com a revisão narrativa de literatura. Os resultados revelam três operadores sonoros: estrutura racial do som, experiência sonora situada e cartografia sonora afetivo-racial.</p>Vitor Hugo de Oliveira-Lopes
(c) Tous droits réservés Vitor Hugo de Oliveira-Lopes 2026
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2026-01-022026-01-021733202224O GRUPO DE ESTUDOS SOBRE INTELECTUALIDADES PRETAS (2018-2019) E O CURSO DE INCLUSÃO DIGITAL (2024-2025) COMO EXEMPLOS DE AÇÃO AFIRMATIVA NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO.
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<p>O artigo analisa duas experiências afirmativas voltadas ao acesso e à permanência estudantil. Mostra-se que práticas antirracistas tensionam o modelo universalista da universidade e reconfiguram estruturas homogêneas.</p>Floriza Beatriz de Sena Paula
(c) Tous droits réservés Floriza Beatriz de Sena Paula 2026
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2026-01-022026-01-021733225243“PROFESSORA, A SENHORA TEM UM QUÊ DE TEATRAL”:
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<p>O presente artigo traz uma discussão iniciada na dissertação defendida em abril de 2025, no Mestrado Interdisciplinar em Humanidades (UNILAB). Na ocasião, investiguei a práxis de mulheres negras no ensino superior, e esta pesquisa é o aprofundamento de uma dimensão pouco sistematizada na Pedagogia Feminista Negra: o corpo e a estética de docentes negras. Tenho como objetivo compreender a relevância do corpo e da estética para a prática docente de mulheres negras e, para tanto, elegi o operador teórico da escrevivência (Evaristo, 2020) para discutir as narrativas de três participantes do estudo: Rosa Negra, Ayana e Ayó, bem como entrelaçar minha própria experiência como professora no ensino superior. O aporte teórico conta com estudos de Cida Bento (2020), Grada Kilomba (2019), bell hooks (2013; 2022), Lélia Gonzalez (2020), dentre outras intelectuais negras. Como resultado, destaco que o corpo e a estética são elementos centrais na práxis de mulheres negras, uma vez que esses sujeitos realizam um movimento de insubordinação e questionamento no ambiente universitário, espaço moldado historicamente por e para homens brancos.</p>Gabriel da Silva Antunes
(c) Tous droits réservés Gabriel da Silva Antunes 2026
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2026-01-022026-01-021733244264A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS:
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<p>Este estudo apresenta resultados parciais de uma pesquisa de doutorado. O intento é analisar os desafios e possibilidades de uma EJA à luz da interseccionalidade. Os resultados evidenciam que, apesar dos avanços normativos, as políticas públicas ainda são tímidas. Portanto, justifica-se por esta pesquisa tensionar a EJA em uma perspectiva interseccional e que exige formação docente e políticas articuladas às realidades dos sujeitos que dela fazem parte.</p>Joilson Batista de São PedroSilvar Ferreira Ribeiro
(c) Tous droits réservés Joilson Batista de São Pedro, Silvar Ferreira Ribeiro 2026
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2026-01-022026-01-021733265284ÉPISTÉMOLOGIES FÉMINISTES NOIRES ET INTERSECTIONNALITÉ
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<p>Cet article examine les contributions des épistémologies féministes noires et de l'intersectionnalité dans la lutte contre la colonialité du savoir dans les universités brésiliennes. En adoptant une approche qualitative et bibliographique, il analyse comment les savoirs produits par les femmes noires remettent en question les paradigmes eurocentriques, en valorisant les expériences, oralités et ancestralités marginalisées. L'étude souligne l'importance de la critique épistémique décoloniale et du rôle des intellectuelles noires dans la construction d'une science plurielle, située et engagée pour la justice sociale.</p>JOAQUIM AGOSTINHO DE SANTIAGO NETO
(c) Tous droits réservés JOAQUIM AGOSTINHO DE SANTIAGO NETO 2026
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2026-01-022026-01-021733285306PESQUISADORAS NEGRAS:
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<p>Essa pesquisa documental analisa dissertações de pesquisadoras negras em um programa de pós-graduação (2019-2023). Evidencia-se como suas narrativas reafirmam identidade e resistência na produção acadêmica.</p>Duana Eduarda Elias da SilvaWellington Benevides dos SantosMarivânia Conceição de Araujo
(c) Tous droits réservés Duana Eduarda Elias da Silva, Wellington Benevides dos Santos, Marivânia Conceição de Araujo 2026
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2026-01-022026-01-021733307331EPISTEMOLOGIAS INSURGENTES REESCREVENDO O CÂNONE A PARTIR DE VOZES NEGRAS.
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<p>O artigo apresenta e discute aspectos de vanguarda das obras de Anténor Firmin, Manuel Querino, W. E. B. Du Bois e Zora Neale Hurston — obras sistematicamente silenciadas no cânone das ciências sociais por critérios racistas de legitimação do conhecimento. A trajetória intelectual e política desses autores é analisada a partir das noções de racismo epistêmico, epistemicídio, colonialidade do saber e geopolítica do conhecimento em um esforço de desembranquecimento da antropologia e do pensamento social.</p>Juliana Mota Diniz
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2026-01-022026-01-021733332353INTELECTUALIDADES NEGRAS:
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<p>O artigo aborda a construção das intelectualidades negras no Brasil contemporâneo, ressaltando sua importância na formulação de epistemologias afrocentradas. Mobiliza um referencial teórico de inspiração foucaultiana. Baseando-se na ideia de que os conhecimentos científicos são atravessados por relações de poder, o artigo argumenta que a ciência produzida por e para as populações negras se constitui em um terreno de resistências e reconstruções epistemológicas, promovendo um redimensionamento das bases epistemológicas e maior equidade no campo acadêmico e social.</p>Carolina de Freitas Correa SiqueiraLucas Costa GrimaldiEduardo Cristiano Hass da Silva
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2026-01-022026-01-021733354376PRETAGONISMO EPISTÊMICO:
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<p>Este artigo analisa o protagonismo epistêmico de mulheres negras na produção e reconstrução do saber e fazer científico nas ciências humanas e sociais. A partir de uma revisão de literatura ancorada em epistemologias feministas negras e metodologias afrodiaspóricas, o estudo discute de que modo tais narrativas operam como mecanismos de dessilenciamento, autorreferência e emancipação frente à colonialidade do saber. Os resultados evidenciam que a articulação entre escrevivência e dessilenciamento constitui uma epistemologia insurgente, capaz de romper com paradigmas coloniais e eurocentrados, propondo novas formas éticas e estéticas de produzir conhecimento e de narrar o mundo.</p>ANDRIELLE ANTONIA DOS SANTOS DE JESUS
(c) Tous droits réservés ANDRIELLE ANTONIA DOS SANTOS DE JESUS 2026
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2026-01-022026-01-021733377404CABE UM QUILOMBO NA HISTORIOGRAFIA?
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<p>Este trabalho resulta de uma dissertação defendida em 2025 no Mestrado Interdisciplinar em Humanidades da UNILAB. A investigação, de caráter interdisciplinar, tem como objetivo central analisar criticamente os currículos de História da UFC, UECE e UNILAB, com o intuito de identificar e problematizar a hegemonia branca na produção do conhecimento histórico nestas instituições. A partir desse diagnóstico crítico, propõe-se como objetivo específico a inclusão da obra "Historiografia do Quilombo" (1977), de Beatriz Nascimento, como leitura fundamental nas disciplinas de Historiografia das universidades investigadas.</p>João Pedro Rodrigues de Oliveira
(c) Tous droits réservés João Pedro Rodrigues de Oliveira 2026
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2026-01-022026-01-021733405418A QUILOMBAGEM COMO RUPTURA EPISTÊMICA:
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<p>Este trabalho tem como objetivo evidenciar como a Quilombagem, conceito desenvolvido pelo intelectual negro Clóvis Moura, pode ser compreendido como um movimento teórico que permite novos significados para os estudos de uma nova historiografia da abolição. Essencial para repensar as teorias eurocêntricas e coloniais sobre o período, o conceito de Quilombagem ainda permanece sem grandes discussões e debates no âmbito acadêmico, refletindo hierarquias epistemológicas que limitam o reconhecimento de categorias elaboradas por intelectuais negros. Nesse sentido, a abordagem proposta também dialoga com os princípios da Lei 10.639/11.645, ao contribuir para a valorização de saberes e narrativas afro-brasileiras no campo da educação e da produção historiográfica. Além disso, busca-se refletir sobre a urgência de “enegrecer o currículo”, compreendendo o ensino de História como espaço de resistência e reexistência, no qual a Quilombagem se transforma em ferramenta epistêmica capaz de tensionar e transformar as bases coloniais do conhecimento escolar.</p>Wanessa Horrana Francisca da Silva
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2026-01-022026-01-021733419442Racisme structurel ou institutionnel ?
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<p>Cet article propose une analyse comparative des approches de Silvio Almeida et Muniz Sodré sur le racisme dans le Brésil contemporain, en mettant l’accent sur les notions de racisme structurel et de forme sociale. Il soutient que, malgré des divergences conceptuelles importantes, les deux perspectives offrent des contributions critiques complémentaires à la compréhension des dynamiques institutionnelles, idéologiques et affectives du racisme. L’article conclut en proposant une articulation théorique qui prenne en compte à la fois les luttes internes aux structures politico-juridiques et le potentiel antiraciste inscrit dans la sphère du sensible.</p>Edson Nunes Junior
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2026-01-022026-01-021733443458AU-DELÀ DE LA COMÈTE
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<p>Ce travail explore la narration dystopique de la nouvelle <em data-start="1165" data-end="1176">La Comète</em> (1920), de W.E.B. Du Bois, afin de discuter des dynamiques de la blanchité et de la suprématie blanche. À travers une métaphore apocalyptique, Du Bois met en scène la relation entre deux survivants — Jim, un homme noir, et Julia, une femme blanche — révélant comment les structures de pouvoir racial se maintiennent et se réorganisent, même dans des contextes d'effondrement social. L’analyse articule l'œuvre avec des théories critiques sur l'identité raciale blanche, en dialogue avec les discussions de Bento (2002, 2022) sur les pactes narcissiques, les réflexions de Fanon (2020) sur la déshumanisation coloniale, et les études de Cardoso (2010) concernant les catégories de blanchité critique et acritique. Ainsi, cette étude contribue à mettre en évidence la complexité des hiérarchies raciales et la manière dont les privilèges de la blanchité se reconfigurent pour se perpétuer, même dans des contextes complexes.</p>Davi Barbosa de JesusHiasmim da Silva do Espírito SantoDébora Cristina de Araujo
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2026-01-022026-01-021733459577