//historiar.uvanet.br/index.php/1/issue/feedRevista Historiar2026-08-15T15:56:33-03:00Viviane Prado Bezerrarevistahistoriaruva@gmail.comOpen Journal Systems<p>A Diretoria do <strong>Centro de Ciências Humanas da Universidade</strong><strong> Estadual Vale do Acaraú-UVA. Sobral-CE</strong>, em parceria com o<strong> Curso de História</strong>, dispõem para a comunidade acadêmica a <strong>Revista Historiar</strong>, cujo objetivo é criar oportunidades para a divulgação das pesquisas do corpo docente das áreas de humanidades da UVA e de outras IES de ensino e pesquisa. Face à sua concepção inicial, a Revista Historiar estará voltada para a divulgação (on-line) dos resultados das pesquisas desenvolvidas por profissionais da História, dentro de suas atividades acadêmico-científicas.</p>//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/527A CAPITANIA DO PARAGUAÇU: 2024-11-05T14:52:59-03:00Alexandre Gonçalves do Bonfimalexandregb@alu.ufc.br<p>Em 1566, foi concedida à dom Álvaro da Costa, uma capitania que se diferenciava das primeiras donatarias estabelecidas no Brasil na década de 1530, pelo fato de seu território ter sido doado, anteriormente, como sesmaria. Partindo dessa singularidade, este artigo objetiva debater algumas questões acerca da posse e propriedade de terra no Recôncavo baiano e da formação da elite colonial no Brasil do século XVI.</p>2026-08-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Alexandre Gonçalves do Bonfim//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/631REPRESENTAÇÕES RACIAIS NA CULTURA VISUAL: 2026-05-26T22:23:33-03:00Túlio Henrique Pereiratulio.henrique@urca.brDébora de Lima Santanadebora.santana@urca.brJoyce Luanna Feitosa Felizardojoyce.felizardo@urca.br<p>Este ensaio apresenta dados preliminares de uma pesquisa sobre as primeiras evidências de jornais impressos ilustrados no Ceará, com foco nas representações corporais e raciais na cultura visual do Cariri. Foram analisados os periódicos <em>Gazeta Cearense</em> (1829-1892), <em>O Araripe</em> (1855-1864) e <em>A Voz da Religião</em> (1868-1870). A metodologia envolveu análise documental e leitura comparativa de acervos da Biblioteca Nacional e do CEDOCC/URCA. Os resultados indicam como a imprensa ilustrada construiu imagens sociais e raciais, especialmente sobre a população negra.</p>2026-08-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Túlio Henrique Pereira, Débora de Lima Santana, Joyce Luanna Feitosa Felizardo//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/634A REVOLUÇÃO FARROUPILHA EM DISPUTA:2026-05-31T10:09:57-03:00Laura Vargas Dichetilauravargasdicheti@gmail.com<p>O presente artigo analisa os usos de memória da Revolução Farroupilha pelo movimento separatista O Sul é Meu País (OSMP). Com base na historiografia sobre revisionismo, negacionismo e distorcionismo, identificamos práticas que manipulam seletivamente o passado para legitimar projetos políticos atuais. Observam-se elementos como nostalgia, mitificação e a mobilização de símbolos para construir uma identidade sulista idealizada. A partir disso, argumentamos que o OSMP produz uma leitura distorcida da história, alinhada a padrões recorrentes em movimentos de direita radical.</p>2026-08-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Laura Vargas Dicheti//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/638POPULAÇÃO LGBTQIA+:2026-05-31T10:08:33-03:00Rita de Cássia Bhering Ramos Pereirarita.pereira@ufv.br<p>O artigo analisa a violência contra a população LGBTQIA+ no Brasil como fenômeno histórico e estrutural, resultante da articulação entre patriarcado, racismo, capitalismo e heterossexismo. A partir de revisão bibliográfica, discute como essas estruturas produzem desigualdades, exclusões e violências que atingem especialmente corpos dissidentes. Utiliza a interseccionalidade como ferramenta analítica para compreender como múltiplas opressões se entrecruzam e se intensificam. Demonstra que o heterossexismo funciona como dispositivo de poder que legitima práticas discriminatórias. Conclui defendendo a necessidade de políticas públicas e ações sociais que enfrentem tais estruturas e promovam cidadania plena.</p>2026-08-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Rita de Cássia Bhering Ramos Pereira//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/639DELENDA PARAGUAY! 2026-03-06T10:59:14-03:00NAYLA DE MENESESnaylaalvesmeneses@gmail.com<p>Este trabalho analisa o papel da revista ilustrada Semana Illustrada, sob a direção de Henrique Fleiuss, como principal veículo de propaganda e cultura visual durante a Guerra do Paraguai (1864-1870). A pesquisa demonstra como a publicação utilizou a retórica da aniquilação ("Delenda Paraguay!") e o poder das charges para construir e difundir um forte ideal patriótico e pró-monárquico, essencial para a mobilização social, especialmente após a criação dos Corpos de Voluntários da Pátria. Analisamos as representações da unidade nacional (simbolizada pelas províncias), o apelo ao sacrifício e as complexas dinâmicas sociais envolvidas, como o recrutamento de escravizados em troca da alforria e a ambivalente figura da mulher-soldado. O estudo conclui que, ao mesmo tempo em que a Semana Illustrada foi fundamental para a coesão ideológica do Império, ela também refletiu e reforçou as contradições e hierarquias de gênero e classe da sociedade brasileira do Segundo Reinado.</p>2026-08-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 NAYLA DE MENESES//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/642ATORES LOCAIS E PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO NOS RELATOS DE FRANCISCO FREIRE ALLEMÃO SOBRE O CEARÁ2026-05-06T20:15:39-03:00Renata Carneirocarneirorn@yahoo.com.br<p>O objeto deste estudo são os relatos do médico Francisco Freire Allemão de Cysneiros sobre o Ceará (1859-1861). Argumenta-se que a construção do conhecimento científico produzido naquele documento foi dialógica, pois contou com saberes de múltiplos atores locais. Buscamos dar continuidade aos estudos que vêm evidenciando a participação de todos os envolvidos no processo de construção de conhecimento, e que foram marginalizados nas narrativas científicas.</p> <p> </p>2026-08-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Renata Carneiro//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/672INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL (IA) E FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE HISTÓRIA: 2026-05-31T10:04:04-03:00Itamar Freitasitamarfreitasufs@gmail.com<p>O artigo analisa formas imediatas de integração da inteligência artificial generativa à formação de professores de História. Defende que a perplexidade docente diante da IA revela fragilidades anteriores da formação, sobretudo em lógica, ética, escrita, estatística e planejamento didático. Como resultado, propõe integração mediata por redistribuição do tempo disciplinar e autoavaliação docente. Conclui que a IA deve apoiar, e não substituir, o juízo profissional do professor.</p>2026-08-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Itamar Freitas//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/683“SEMPRE PROCUREI INVENTAR AS COISAS, IR ATRÁS E REALIZAR”:2026-07-24T09:49:26-03:00Maria de Fátima de Morais Pinhofatima.pinho@urca.brZilda Maria Menezes Limazilda.lima@uece.brJucieldo Ferreira Alexandrejucieldo.alexandre@ufca.eduFrancisco Egberto Melofrancisco.melo@urca.brSebastião Pimentel Francosp.franco61@gmail.com<p>Entrevista realizada com o professor Sebastião Pimentel Franco, destacado pesquisador da história da saúde e das doenças no Brasil. O historiador relata que ingressou nesse campo durante o pós-doutorado, ao estudar a epidemia de cólera no Espírito Santo. Destaca a importância dos programas de pós-graduação e da ANPUH para a expansão e a regionalização dessas pesquisas. Apresenta a trajetória do Colóquio de História das Doenças, realizado anualmente, na Universidade Federal do Espírito Santo. Por fim, comenta o projeto “Histórias nas Redes”, experiência de história pública que promoveu lives e originou livros sobre diferentes temas históricos.</p>2026-08-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Maria de Fátima de Morais Pinho, Zilda Maria Menezes Lima, Jucieldo Ferreira Alexandre, Francisco Egberto Melo, Sebastião Pimentel Franco//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/684ENTRE O SOFRIMENTO E A CURA:2026-07-24T10:02:14-03:00Maria de Fátima de Morais Pinhofatima.pinho@urca.brZilda Maria Menezes Limazilda.lima@uece.brJucieldo Ferreira Alexandrejucieldo.alexandre@ufca.edu.brFrancisco Egberto Melofrancisco.melo@urca.br<p>A apresentação do dossiê <strong data-start="25" data-end="132">“Entre o sofrimento e a cura: dinâmicas históricas nos estudos e pesquisas que abordam saúde e doenças”</strong> destaca a consolidação da História da Saúde e das Doenças como importante campo historiográfico. Os artigos analisam o adoecimento e a cura como construções sociais, históricas e culturais, atravessadas por relações de poder, disputas de saberes e experiências individuais e coletivas. Com estudos que abrangem da Idade Média ao século XXI, o dossiê aborda práticas de cura, epidemias, medicalização, políticas públicas, instituições de saúde e experiências de isolamento. Em conjunto, os trabalhos demonstram que estudar historicamente a saúde e a doença também permite compreender os valores, as desigualdades, os conflitos e as formas de resistência presentes nas diferentes sociedades.</p>2026-08-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Maria de Fátima de Morais Pinho, Zilda Maria Menezes Lima, Jucieldo Ferreira Alexandre, Francisco Egberto Melo//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/652O OFÍCIO DAS PARTEIRAS NA OBRA LILIO DA MEDICINA DE BERNARDO DE GORDÔNIO (SÉCULO XIV):2026-05-26T20:52:31-03:00Natália Antunes Muniznataliaamuniz90@gmail.comMaria Dailza da Conceição Fagundesmaria.fagundes@ueg.br<p>Este artigo tem como objetivo refletir acerca do ofício das parteiras e o cuidado com a gravidez no medievo a partir da análise dos preceitos médicos presentes na obra Lilio da Medicina de autoria de Bernardo de Gordônio (1258-1318). Dessa forma, buscamos entender a atuação das parteiras, não somente durante a gestação e o parto, mas também nos cuidados com o recém-nascido e o puerpério.</p>2026-08-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Natália Antunes Muniz, Maria Dailza da Conceição Fagundes//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/651ENTRE A ARTE E A CIÊNCIA: 2026-03-31T15:11:22-03:00Ana Luiza Mendes Verissimoana.verissimo@unesp.br<p>A partir da Época Moderna, a medicalização do partejo e da maternidade intensificou-se na Europa ocidental, inserindo-se em um movimento mais amplo de consolidação da medicina e da ciência moderna. Embora não tenha sido exclusivo do contexto português, esse processo assumiu, em Portugal, características próprias da construção do pensamento científico luso ao longo do setecentos. A partir do estudo dos manuais de partejo produzidos no período, os primeiros desse gênero em circulação no reino, somado a impressos de letrados importantes a época buscou-se mapear a inserção do cirurgião-parteiro no campo do nascimento, considerando sua atuação em diálogo com o trabalho historicamente desempenhado pelas parteiras. Nesse contexto, a medicalização do parto é compreendida como um processo gradual, atravessado por questões de gênero, moralidade, autoridade científica e pela permanência parcial dos saberes tradicionalmente associados às parteiras.</p>2026-08-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Ana Luiza Mendes Verissimo//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/650“NÃO ME INCULCO MÉDICO OU COUSA QUE O VALHA”:2026-05-06T20:14:30-03:00Isadora Frota Barros Pimentelisadorapimentelll22@gmail.comJoseanne Zingleara Soares Marinhojoseannemarinho@cchl.uespi.br<p>O texto analisa o caso do prático de farmácia, Manoel José Vieira, no contexto das disputas e tensões pela legitimação do saber médico-científico, diante das artes de curar, na cidade de Amarante, localizada na província do Piauí, nas últimas décadas do século XIX.</p>2026-08-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Isadora Frota Barros Pimentel, Joseanne Marinho//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/644A RESISTÊNCIA DE DENTISTAS E FARMACÊUTICOS PRÁTICOS NO PERIÓDICO A VOZ DOS PRÁTICOS (CEARÁ, 1948-1954)2026-05-06T20:13:27-03:00Yasmin de Caldas Maiayasmincmaia@hotmail.comIranilson Buriti de Oliveiraiburiti@yahoo.com.br<p>O artigo analisa a resistência, mobilização política e construção da legitimidade de cirurgiões e farmacêuticos práticos no Ceará, através da análise documental das 11 edições preservadas do jornal A Voz dos Práticos, articulando História Cultural e História da Saúde. O estudo contribui para ampliar a compreensão das disputas em torno da profissionalização da saúde e da atuação de grupos historicamente marginalizados.</p>2026-08-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Yasmin de Caldas Maia, Iranilson Buriti de Oliveira//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/635A CRIAÇÃO DO CARGO DE "MÉDICO DA POBREZA" NO CEARÁ EM 18372026-03-31T15:18:37-03:00Eduardo Vasconceloshistoriaueg10@gmail.com<p>Após a independência do Brasil em 1822, criar e gerir as diversas áreas da nação tornou-se uma ação necessária. Na província do Ceará, localizada na então região norte do país (hoje região Nordeste), além das necessidades materiais e estruturais, houve a preocupação com a saúde da população. Isso se deu por meio da criação de um cargo para a contratação de um médico que atendesse às pessoas desprovidas de condições econômicas para pagar por consultas. Dessa forma, o presidente da província do Ceará, José Martiniano Pereira de Alencar, instituiu um médico pago pelo erário público para essa finalidade. Tal profissional foi popularmente chamado de 'médico da pobreza', e suas atividades tiveram início em 1837.</p>2026-08-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Eduardo Vasconcelos//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/626AS AÇÕES PÚBLICAS NA EPIDEMIA DA CÓLERA EM SUCATINGA NO ANO DE 1862 A PARTIR DA IMPRENSA PROVINCIAL2026-05-06T20:51:53-03:00Pedro Pereira do Nascimentopereirapedro99.n@gmail.comIzabel Cristina Gomes de Sousaizabel.cris.1203@gmail.comAlexandre dos Santos Rochaalesantos58@hotmail.com<p>Este artigo traz uma discussão acerca das ações públicas contra a cólera em Sucatinga, aproximadamente 90 quilômetros de Fortaleza, no ano de 1862. Neste trabalho destacamos medidas de socorro ao povoado e supostas falsas informações das reais condições acerca da cólera em Sucatinga destacadas pelos jornais “O Cearense” e “Pedro II”.</p> <p> </p>2026-08-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Pedro Pereira do Nascimento, Izabel Cristina Gomes, Alexandre Rocha//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/653A GRIPE EM DISCURSO: 2026-03-31T15:09:02-03:00Paulo Cracelps14@edu.ulisboa.pt<p>O artigo estuda a representação da epidemia de 1918-1919 pelo jornal «A Capital», através da articulação da crítica à política, da linguagem moral e do seu simbolismo, desempenhando um papel ativo na formação da opinião pública.</p>2026-08-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Paulo Cracel//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/655“BEXIGA TABOCA”:2026-03-31T15:08:19-03:00Marina Sampaio Fernandessampaiomarina193@gmail.com<p>Este artigo aborda uma história da varíola partir da trajetória de Joaquim Pereira da Costa, como indício que permite entrever a experiência social da epidemia a partir dos conceitos de <em>lugar social</em> e <em>memória coletiva</em>. Através do relato oral e munida das práticas metodológicas da história oral, juntamente às fontes jornalísticas e oficiais foi possível compreender as experiências de adoecimento e a precariedade da assistência médica-sanitária na Paraíba em meio ao surto de varíola no ano de 1914.</p>2026-08-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Marina Sampaio Fernandes//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/647NARRATIVAS DA LOUCURA E INSTITUCIONALIZAÇÃO PSIQUIÁTRICA NO BRASIL:2026-03-31T15:12:38-03:00Anna Beatriz da Silva Viottoabs.viotto@unesp.brLuís Antônio Francisco de Souzaluis.af.souza@unesp.br<p>Este artigo analisa as narrativas e os processos de institucionalização da loucura no Brasil, da Colônia à Reforma Psiquiátrica, a partir de uma perspectiva histórica e sociológica. O problema que orienta a reflexão é: de que modo as concepções sobre a loucura e as práticas de assistência aos considerados loucos se transformaram no contexto brasileiro, em diálogo com o pensamento psiquiátrico europeu? O objetivo é historicizar a loucura, evidenciando como os sentidos a ela atribuídos foram construídos socialmente e como as instituições destinadas aos alienados se consolidaram enquanto dispositivos de saber-poder. Metodologicamente, o estudo baseia-se em revisão bibliográfica de autores como Foucault, Amarante, Portocarrero, Oda e Dalgalarrondo, além da análise de fontes documentais como os escritos de De-Simoni e Sigaud, marcos da psiquiatria brasileira oitocentista. Os resultados indicam que a trajetória da loucura no Brasil oscilou entre a tolerância jocosa e a exclusão violenta, culminando na emergência do modelo asilar no Império e sua expansão na República, até que o movimento da Reforma Psiquiátrica, a partir dos anos 1980, instaurasse uma ruptura ética com o paradigma manicomial.</p>2026-08-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Anna Beatriz da Silva Viotto, Luís Antônio Francisco de Souza//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/656A ASSISTÊNCIA PSIQUIÁTRICA NAS PÁGINAS DO JORNAL ESTADO DE MINAS (1979) 2026-03-31T13:43:33-03:00Maria Alice Mendes Pereiramampereira@usp.br<p>Por meio da análise do jornal <em>Estado de Minas</em> como fonte e objeto de estudo historiográfico, a partir das contribuições de Tania Regina de Luca, examinam-se neste artigo os debates em torno da assistência psiquiátrica em Minas Gerais em 1979. A análise evidencia que o jornal foi palco de um debate entre dois grupos, um que defendia o modelo vigente e outro que o questionava. O estudo mostra que, embora o jornal tivesse caráter conservador e alinhado ao regime militar, as denúncias ajudaram a mobilizar a sociedade em prol da Luta Antimanicomial, evidenciando a complexidade de um contexto marcado pela Ditadura Militar, ainda que no início da abertura política.</p>2026-08-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Maria Alice Mendes Pereira//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/666DO ISOLAMENTO COMPULSÓRIO À RECONSTRUÇÃO DE SOCIABILIDADES:2026-04-23T13:55:37-03:00Danielly dos Santos Furtadodaniellydsfurtado@gmail.com<p>O artigo analisa como, mesmo em um contexto de segregação, os internos da Colônia Antônio Diogo no Ceará construíram formas próprias de sociabilidade, controle moral e defesa da honra na segunda metade do século XX. Para isso, foram usadas cartas produzidas pelos próprios internos que denunciavam o comportamento de Manoel Jacinto, um dos guardas da colônia.</p>2026-08-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Danielly dos Santos Furtado//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/641ESPAÇO DE CURA OU CENTRO DA PESTE? 2026-03-31T15:15:56-03:00Anne Thereza de Almeida Proençaanne_proenca@hotmail.com<p>O objetivo do artigo é analisar a controvérsia em torno da possível venda do <em>Instituto Sanitário Hidroterápico </em>para a Marinha do Brasil, conhecida como <em>Armada Imperial</em>, na Nova Friburgo do final do século XIX. Para esta investigação, foram selecionados editoriais publicados no jornal <em>Diário de Notícias</em>, que registravam tais negociações e moldaram os debates públicos, ressaltando o papel da imprensa também como um agente histórico. Esta análise nos proporcionou uma compreensão mais profunda dos atores envolvidos, abrangendo não apenas a disputa central, mas também as concepções sobre espaços de cura e de doenças, bem como as críticas e contradições sobre a prática da Hidroterapia.</p>2026-08-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Anne Thereza de Almeida Proença//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/633O CASO CLÍNICO DE AMOR:2026-03-31T15:19:29-03:00Sabrina Araujo de Sousasabrina.e.c11@gmail.comRaiza Aparecida da Silva Favaroraiza.favaro13@gmail.comChristian Fausto Moraes dos Santoschfausto@gmail.com<p>Este artigo estuda uma tese médica escrita em 1836 por Manoel Ignacio de Figueiredo Jaime– <em>As paixões e affectos d’alma em geral, e em particular sobre o amor, amizade, gratidão e amor à pátria</em>. O objetivo é mostrar como os médicos do século XIX usavam a ciência para controlar o comportamento das pessoas e a sexualidade das mulheres. O objetivo deste artigo é discutir como a medicina oitocentista buscou medicalizar as paixões e os sentimentos, utilizando o discurso científico para regular a moral social e o comportamento feminino. Os resultados mostram que o médico via o amor como uma doença e tratavam o corpo da mulher como "naturalmente instável", usando a medicina para justificar que elas deveriam ser submissas aos homens.</p> <p> </p>2026-08-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Sabrina1 Araujo de Sousa, Raiza Aparecida da Silva Favaro, Christian Fausto Moraes dos Santos