//historiar.uvanet.br/index.php/1/issue/feedRevista Historiar2026-01-02T15:43:43-03:00Viviane Prado Bezerrarevistahistoriaruva@gmail.comOpen Journal Systems<p>A Diretoria do <strong>Centro de Ciências Humanas da Universidade</strong><strong> Estadual Vale do Acaraú-UVA. Sobral-CE</strong>, em parceria com o<strong> Curso de História</strong>, dispõem para a comunidade acadêmica a <strong>Revista Historiar</strong>, cujo objetivo é criar oportunidades para a divulgação das pesquisas do corpo docente das áreas de humanidades da UVA e de outras IES de ensino e pesquisa. Face à sua concepção inicial, a Revista Historiar estará voltada para a divulgação (on-line) dos resultados das pesquisas desenvolvidas por profissionais da História, dentro de suas atividades acadêmico-científicas.</p>//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/582FLORES PARA ENTERRAR NOSSOS MORTOS: 2025-09-03T20:34:09-03:00Izabella Cardoso da Silva Campagnoliza.cardosog@gmail.com<p>Este artigo pretende analisar através de uma entrevista com uma familiar de desaparecidos políticos, Laura Petit da Silva, o processo de lutas e busca por seus familiares mortos durante a Guerrilha do Araguaia (1972-1974). Para analisar o caso, focamos na localização do corpo da irmã de Laura, Maria Lucia Petit da Silva (1950-1972), Outro evento coligado à temática e abordado no presente trabalho é a descoberta da Vala de Perus, em São Paulo, e sua importância para a identificação da guerrilheira.</p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Izabella Cardoso da Silva Campagnol//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/569A ADMINISTRAÇÃO SENHORIAL ATRAVÉS DA CHANCELARIA RÉGIA: 2025-08-25T21:03:06-03:00Edilson Menezesedilson_menezes@id.uff.br<p>A realização efetiva de um determinado poder político, intimamente vinculado com as esferas de dominação social, pressupõe níveis diversos de relações sociais. Um poder realiza-se sobre pessoas em um determinado espaço e tempo, possui uma inscrição factual e objetiva, para além dos discursos e narrativas a seu respeito. O presente artigo pretende demonstrar o conjunto contraditório, permeado de intermediários, dos esforços da aristocracia em enquadrar e realizar de forma fáctica seu poder sobre o campesinato. Os interstícios da documentação aristocrática revelam, inclusive, o grau de tensão interno desse processo e abrem possibilidades diversas de análise e pesquisa no campo, incontornável ao medievo, da relação de senhores e camponeses.</p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Edilson Menezes//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/587A MULHER NEGRA NO PERÍODO COLONIAL DO BRASIL: 2025-11-17T08:59:45-03:00Izabela Daniely Ferreira Silvaizabela.silva.prodic2024@alunos.uneal.edu.brSusanne Messias de Fariassusanne.m.farias@gmail.com<p>Este artigo objetiva discorrer sobre a constituição do sujeito, da subjetividade e identidade da mulher negra na abordagem sócio-histórica do Brasil em seu período colonial. Trazendo para discussão a questão do papel da mulher negra historicamente fixado em uma estrutura social hegemonicamente determinada. As temáticas acerca do sujeito e da subjetividade que surgiram com a ciência moderna e suas emergências na psicologia. É um trabalho de cunho teórico que não se tem a intenção de esgotar a discussão acerca do tema, contudo apontar para algumas reflexões e contextualiza a elaboração conceitual.</p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Izabela Daniely Ferreira Silva, Susanne Messias//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/580AS REPRESENTAÇÕES SOBRE GUARAPUAVA-PR E GUARAPUAVANOS NO PERIÓDICO ALTO MADEIRA (1918-1988) 2025-11-24T13:02:53-03:00Rodrigo dos Santosrodrigo.santos@unir.brPedro Lucas Dopate Borgespedrodopiborges@gmail.com.br<p>O presente artigo tem como objetivo analisar as representações sobre o município de Guarapuava-PR e os seus moradores no jornal Alto Madeira de Porto-Velho-RO (1918-1988). O referido periódico foi um dos mais relevantes da imprensa periódica rondoniense, fundado em 1917 e extinto em 2017, acompanhou os eventos locais, regionais e nacionais do século XX e início do XXI. Para atingir esse objetivo, utilizamos dos Estudos Culturais, mais precisamente do conceito de representação da História Cultural e amparamos em fontes da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Como resultados, percebemos que as representações são diversas, algumas breves, enquanto outras, são mais detalhadas, entretanto, todas estão pensando os deslocamentos humanos.</p> <p><strong> </strong></p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Rodrigo dos Santos, Pedro Lucas Dopate Borges//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/600OS NÚCLEOS DE ESTUDOS AFRO-BRASILEIROS NAS UNIVERSIDADES FEDERAIS: 2025-08-22T10:22:02-03:00Gyme Santosgyme.aya@gmail.com<p>O presente estudo trata-se de uma dissertação de mestrado já concluída, no qual teve como finalidade central sistematizar, com base em um mapeamento geral, os Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros (NEABs) existentes em todas as universidades federais brasileiras, bem como os históricos de implementações e as principais atividades desenvolvidas pelos mesmos. A metodologia de pesquisa quantitativa desempenhou e atendeu à demanda exigida, considerando a expressiva lacuna no que se refere à escassez de literatura sobre os NEABs, a pesquisa de cunho quantitativo viabilizou a sistematização e o mapeamento dos NEABs das universidades federais. O processo envolveu pesquisas e buscas por páginas eletrônicas dos núcleos onde os referenciais iniciais foram os sites das universidades, ou seja, a primeira estratégia elaborada para realizar o mapeamento e verificar as existências e também as ausências destes espaços no âmbito das universidades federais.</p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Gyme Santos//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/574MARIA FIRMINA DOS REIS:2025-08-26T08:32:37-03:00Maria Julia Silva Marquesmaria.jsm98@gmail.com<p>Ao longo da história muitas mulheres foram silenciadas, e este trabalho visa dar continuidade aos estudos que retomam essas narrativas discorrendo a respeito de Maria Firmina dos Reis, responsável por escrever diversas obras críticas à escravidão, fundadora de uma das primeiras escolas mistas do país, atuando como docente. Além disso o trabalho elucidará a importância de levar a autora para as salas de aula, trabalhando a participação da construção da sociedade pelos sujeitos que foram marginalizados da história, construindo assim uma educação feminista e decolonial.</p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Maria Julia Silva Marques//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/570LITERATURA NEGRA FEMININA EM MARIA FIRMINA DOS REIS E O CÂNONE LITERÁRIO BRASILEIRO2025-08-22T10:51:09-03:00Ana Paula Herrera de Souzaherrera12souza@gmail.comDelton Aparecido Felipeddelton@gmail.com<p> </p> <p>O artigo discute como a formação do cânone literário brasileiro carrega marcas do Brasil colonial, obstaculizando o reconhecimento da literatura de autoria negra-feminina como vertente para compreender as heranças patriarcais e escravistas que perpassam a história nacional. A questão-problema que orienta o estudo é: de que modo o cânone literário brasileiro reproduz as marcas coloniais e patriarcais que invisibilizam a literatura de autoria negra feminina? O objetivo geral é analisar essa permanência a partir da obra Úrsula (1859), de Maria Firmina dos Reis, primeira romancista negra do Brasil. Fundamentado em autores como Ferreira Duarte (2009), Bonicci (2000) e Bernd (1992), o estudo adota abordagem qualitativa e análise discursivo-histórica da representação da mulher negra na literatura. Os resultados evidenciam que o cânone nacional, ao privilegiar matrizes brancas e masculinas, perpetua exclusões coloniais, e que a escrita de Firmina constitui resistência e reconfiguração simbólica da identidade negra-feminina brasileira.</p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Ana Paula Herrera de Souza, Delton Aparecido Felipe//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/612CAROLINA MARIA DE JESUS, CONCEIÇÃO EVARISTO E ZORA HURSTON: 2025-08-22T09:58:49-03:00Ana Munçãoana.paula.muncao@gmail.com<p>A pesquisa analisa as formas de resistência epistêmica nas obras de Zora Hurston, Carolina Maria de Jesus e Conceição Evaristo. As autoras transformam experiências de desigualdade em práticas literárias que articulam memória, corpo e linguagem. O conceito de escrevivência, interseccionalidade (raça, classe e gênero) juntamente com a oratura, revelam a escrita como resposta ao silenciamento histórico. Dessa forma, a pesquisa se ancora na ideia de que, ao escrever sobre si e sobre o mundo, essas mulheres negras constroem sentidos que escapam à lógica dominante, manifestos em suas obras como práticas vivas de resistência cultural.</p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Ana Munção//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/604ENTRE O PROGRESSO E A EXCLUSÃO:2025-08-22T10:17:15-03:00Rafaela Barroso Araujobarroso.araujo@aluno.uece.br<p>Este artigo propõe uma reflexão crítica da década de 1950, os chamados “Anos Dourados”, a partir da obra Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus. Por meio de seus diários, publicados num livro em 1960, a autora revela a dura realidade das favelas e os mecanismos de opressão interseccional de raça, gênero e classe. A análise evidencia que, enquanto a narrativa oficial consolidava uma visão idealizada de progresso e modernização, Carolina apresenta experiências de marginalização e resistência. O estudo conclui que Quarto de Despejo contribui para um revisionismo histórico crítico, permitindo a reavaliação dos conceitos e representações sobre os “anos dourados” e valorizando epistemes subalternizadas e perspectivas afrodiaspóricas.</p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Rafaela Barroso Araujo//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/566“RABISCOS DE UMA VIDA”: 2025-08-22T11:00:01-03:00Jonatas Roque Ribeirojrribeiro@usp.brWellington Carlos Gonçalveswcghist@hotmail.com<p>O artigo analisa os sentidos políticos das narrativas autobiográficas como forma de escrita de si, bem como os significados atribuídos à valorização e preservação de registros que materializam a trajetória de um homem negro. Esses registros foram produzidos sob a influência do preconceito racial e informados pelas expectativas e projetos de uma vida isenta das hostilidades do racismo. O estudo examina a produção de si de Duque Bicalho (1887-1975) a partir da relação entre ele, sua vida e seus documentos. Para isso, investiga seu arquivo privado – composto por cartas, bilhetes, fotografias, partituras, letras de música, imprensa, documentação cartorial e pedagógico-didática de sua escola de música, além de rascunhos autobiográficos – para identificar, em sua trajetória, hesitações, incertezas, acasos e incoerências.</p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Jonatas Roque Ribeiro, Wellington Carlos Gonçalves//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/605REESCREVENDO PRESENÇAS: 2025-08-22T10:14:45-03:00Raquel De Jesus Araujoraqueldejesus077@gmail.comAna Cleide da Silva Patriolinoana.uva2022@gmail.comFrancisco Michael de Sousaeumichaelsozza@gmail.comIgor Alves Moreiraigor.alves@edu.sobral.ce.gov.br<p>O artigo apresenta a experiência de aplicação de uma oficina onde o tema central era as mulheres negras na história do Brasil desenvolvida em uma escola pública de Sobral-CE. O objetivo do projeto era refletir sobre o apagamento historiográfico dessas mulheres, baseando-se nas contribuições educativas dos escritos de autores como José Carlos Libâneo, Lélia González e Nilma Lino Gomes. Os resultados mostraram um engajamento ativo dos alunos e o desenvolvimento de uma maior consciência crítica sobre racismo e gênero. </p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Raquel De Jesus Araujo, Ana Cleide da Silva Patriolino, Francisco Michael de Sousa, Igor Alves Moreira//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/590AS MULHERES NEGRAS E A DESCOLONIZAÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL E DO MARXISMO: 2025-08-22T10:43:08-03:00Jacqueline Guimarãesjacquetsg@gmail.com<p>O Abordo sobre as pesquisadoras negras na descolonização do Serviço Social e do Marxismo a partir de um levantamento de estado da arte. Em buscas realizadas entre agosto e outubro de 2023, foram encontrados 34 trabalhos com 57 autoras/es, dos quais 37 eram mulheres negras. Essas pesquisadoras oferecem direcionamentos sobre raça e racismo, reivindicam representatividade epistemológica no Serviço Social e tensionam as relações entre decolonialidade e Marxismo, retomando intelectuais marxistas negros. Entretanto, constatou-se que tais direcionamentos não estão presentes nas produções da Região Norte.</p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Jacqueline Guimarães//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/603“SER MULHER, SER TERRITÓRIO PRÓPRIO”:2025-08-22T10:18:42-03:00Karla de Paula Carvalhopsicologakarlacarvalho@gmail.comPaula Rita Bacellar Gonzagapaularitagonzaga@gmail.com<p>Este artigo discorre sobre o movimento organizado da ColetivA Mulheres da Quebrada, e o seu olhar sofisticado para a construção de uma rede feminista de solidariedade no Aglomerado da Serra, BH. Analisamos algumas problemáticas relacionadas ao acesso, às violências institucionais e às arbitrariedades de uma Unidade Básica Saúde, localizada no território. E, em contrapartida, apresentamos as práticas das Mulheres da Quebrada, que podem servir como referência para as políticas públicas. Concluímos que as ações coletivas, têm contribuído para uma prática psi fundamentada nas epistemologias negras, tendo o princípio do espelho de Oxum como um condutor da reexistência e da afirmação de outras imagens auto reflexivas de mulheres negras.</p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Karla de Paula Carvalho, Paula Gonzaga//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/616ESTUDOS RACIAIS DO PODCASTING: 2025-10-03T16:35:11-03:00Vitor Hugo de Oliveira-Lopesvitorlopes0022@gmail.com<p> </p> <p>Este artigo tem como objetivo propor operadores sonoros que viabilizem o desenvolvimento de estudos raciais do podcasting. Para tanto metodologicamente adotamos uma abordagem qualitativa e propositiva que combina a cartografia com a revisão narrativa de literatura. Os resultados revelam três operadores sonoros: estrutura racial do som, experiência sonora situada e cartografia sonora afetivo-racial.</p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Vitor Hugo de Oliveira-Lopes//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/613O GRUPO DE ESTUDOS SOBRE INTELECTUALIDADES PRETAS (2018-2019) E O CURSO DE INCLUSÃO DIGITAL (2024-2025) COMO EXEMPLOS DE AÇÃO AFIRMATIVA NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO. 2025-08-22T09:50:38-03:00Floriza Beatriz de Sena Paulafloriza.paula@aluno.ufop.edu.br<p>O artigo analisa duas experiências afirmativas voltadas ao acesso e à permanência estudantil. Mostra-se que práticas antirracistas tensionam o modelo universalista da universidade e reconfiguram estruturas homogêneas.</p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Floriza Beatriz de Sena Paula//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/607“PROFESSORA, A SENHORA TEM UM QUÊ DE TEATRAL”: 2025-08-22T10:12:19-03:00Gabriel da Silva Antunesgaabsantunes33@gmail.com<p>O presente artigo traz uma discussão iniciada na dissertação defendida em abril de 2025, no Mestrado Interdisciplinar em Humanidades (UNILAB). Na ocasião, investiguei a práxis de mulheres negras no ensino superior, e esta pesquisa é o aprofundamento de uma dimensão pouco sistematizada na Pedagogia Feminista Negra: o corpo e a estética de docentes negras. Tenho como objetivo compreender a relevância do corpo e da estética para a prática docente de mulheres negras e, para tanto, elegi o operador teórico da escrevivência (Evaristo, 2020) para discutir as narrativas de três participantes do estudo: Rosa Negra, Ayana e Ayó, bem como entrelaçar minha própria experiência como professora no ensino superior. O aporte teórico conta com estudos de Cida Bento (2020), Grada Kilomba (2019), bell hooks (2013; 2022), Lélia Gonzalez (2020), dentre outras intelectuais negras. Como resultado, destaco que o corpo e a estética são elementos centrais na práxis de mulheres negras, uma vez que esses sujeitos realizam um movimento de insubordinação e questionamento no ambiente universitário, espaço moldado historicamente por e para homens brancos.</p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Gabriel da Silva Antunes//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/599A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS:2025-08-22T10:23:57-03:00Joilson Batista de São Pedrobatista.joilson13@gmail.comSilvar Ferreira Ribeirobatista.joilson13@gmail.com<p>Este estudo apresenta resultados parciais de uma pesquisa de doutorado. O intento é analisar os desafios e possibilidades de uma EJA à luz da interseccionalidade. Os resultados evidenciam que, apesar dos avanços normativos, as políticas públicas ainda são tímidas. Portanto, justifica-se por esta pesquisa tensionar a EJA em uma perspectiva interseccional e que exige formação docente e políticas articuladas às realidades dos sujeitos que dela fazem parte.</p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Joilson Batista de São Pedro, Silvar Ferreira Ribeiro//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/617INTERSECCIONALIDADE COMO CRIAÇÃO DO FEMINISMO NEGRO: 2025-08-22T11:03:56-03:00JOAQUIM AGOSTINHO DE SANTIAGO NETOJOAQUIMSOUSASANTIAGO@GMAIL.COM<p>Este artigo analisa o papel das epistemologias feministas negras e da interseccionalidade no enfrentamento à colonialidade do saber na universidade brasileira, articulando perspectivas das feministas negras norte-americanas e brasileiras com o pensamento decolonial latino-americano. A pesquisa, de natureza bibliográfica e caráter comparativo, busca compreender como esses diferentes marcos teóricos, embora partam de contextos históricos e políticos distintos, convergem na crítica à racionalidade moderna/colonial e na valorização de saberes subalternizados. O esforço analítico da autora evidencia que, enquanto as feministas negras norte-americanas, como Patricia Hill Collins e Kimberlé Crenshaw, enfatizam a interseccionalidade como ferramenta de denúncia das opressões estruturais, as feministas negras brasileiras — como Lélia Gonzalez e Sueli Carneiro — tensionam o pensamento decolonial latino-americano ao inscreverem a experiência negra no centro da crítica à colonialidade. Os resultados indicam que a articulação entre esses referenciais possibilita repensar os modos de produção e legitimação do conhecimento, contribuindo para a construção de uma ciência decolonial e antirracista comprometida com a equidade e a pluralidade epistemológica.</p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 JOAQUIM AGOSTINHO DE SANTIAGO NETO//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/568PESQUISADORAS NEGRAS: 2025-10-03T17:03:29-03:00Duana Eduarda Elias da Silvaduanaeduardasilva@gmail.comWellington Benevides dos Santoswellingtonbenevides17@gmail.comMarivânia Conceição de Araujomarivaniaaraujo@yahoo.com.br<p>Essa pesquisa documental analisa dissertações de pesquisadoras negras em um programa de pós-graduação (2019-2023). Evidencia-se como suas narrativas reafirmam identidade e resistência na produção acadêmica.</p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Duana Eduarda Elias da Silva, Wellington Benevides dos Santos, Marivânia Conceição de Araujo//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/595EPISTEMOLOGIAS INSURGENTES REESCREVENDO O CÂNONE A PARTIR DE VOZES NEGRAS. 2025-08-22T10:30:37-03:00Juliana Mota Dinizjulianamotadiniz@gmail.com<p>O artigo apresenta e discute aspectos de vanguarda das obras de Anténor Firmin, Manuel Querino, W. E. B. Du Bois e Zora Neale Hurston — obras sistematicamente silenciadas no cânone das ciências sociais por critérios racistas de legitimação do conhecimento. A trajetória intelectual e política desses autores é analisada a partir das noções de racismo epistêmico, epistemicídio, colonialidade do saber e geopolítica do conhecimento em um esforço de desembranquecimento da antropologia e do pensamento social.</p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Juliana Mota Diniz//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/585INTELECTUALIDADES NEGRAS: 2025-08-22T10:44:53-03:00Carolina de Freitas Correa Siqueiracarolinafcsiqueira@gmail.comLucas Costa Grimaldilucascgrimaldi@gmail.comEduardo Cristiano Hass da Silvaeduardohass.he@gmail.com<p>O artigo aborda a construção das intelectualidades negras no Brasil contemporâneo, ressaltando sua importância na formulação de epistemologias afrocentradas. Mobiliza um referencial teórico de inspiração foucaultiana. Baseando-se na ideia de que os conhecimentos científicos são atravessados por relações de poder, o artigo argumenta que a ciência produzida por e para as populações negras se constitui em um terreno de resistências e reconstruções epistemológicas, promovendo um redimensionamento das bases epistemológicas e maior equidade no campo acadêmico e social.</p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Carolina de Freitas Correa Siqueira, Lucas Costa Grimaldi, Eduardo Cristiano Hass da Silva//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/614PRETAGONISMO EPISTÊMICO: 2025-10-03T16:36:05-03:00ANDRIELLE ANTONIA DOS SANTOS DE JESUSandrielleantonia@gmail.com<p>Este artigo analisa o protagonismo epistêmico de mulheres negras na produção e reconstrução do saber e fazer científico nas ciências humanas e sociais. A partir de uma revisão de literatura ancorada em epistemologias feministas negras e metodologias afrodiaspóricas, o estudo discute de que modo tais narrativas operam como mecanismos de dessilenciamento, autorreferência e emancipação frente à colonialidade do saber. Os resultados evidenciam que a articulação entre escrevivência e dessilenciamento constitui uma epistemologia insurgente, capaz de romper com paradigmas coloniais e eurocentrados, propondo novas formas éticas e estéticas de produzir conhecimento e de narrar o mundo.</p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 ANDRIELLE ANTONIA DOS SANTOS DE JESUS//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/596CABE UM QUILOMBO NA HISTORIOGRAFIA?2025-09-26T10:05:50-03:00João Pedro Rodrigues de Oliveirajotapedro085@gmail.com<p>Este trabalho resulta de uma dissertação defendida em 2025 no Mestrado Interdisciplinar em Humanidades da UNILAB. A investigação, de caráter interdisciplinar, tem como objetivo central analisar criticamente os currículos de História da UFC, UECE e UNILAB, com o intuito de identificar e problematizar a hegemonia branca na produção do conhecimento histórico nestas instituições. A partir desse diagnóstico crítico, propõe-se como objetivo específico a inclusão da obra "Historiografia do Quilombo" (1977), de Beatriz Nascimento, como leitura fundamental nas disciplinas de Historiografia das universidades investigadas.</p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 João Pedro Rodrigues de Oliveira//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/592A QUILOMBAGEM COMO RUPTURA EPISTÊMICA:2025-08-22T10:40:11-03:00Wanessa Horrana Francisca da Silvaprofwanhist@gmail.com<p>Este trabalho tem como objetivo evidenciar como a Quilombagem, conceito desenvolvido pelo intelectual negro Clóvis Moura, pode ser compreendido como um movimento teórico que permite novos significados para os estudos de uma nova historiografia da abolição. Essencial para repensar as teorias eurocêntricas e coloniais sobre o período, o conceito de Quilombagem ainda permanece sem grandes discussões e debates no âmbito acadêmico, refletindo hierarquias epistemológicas que limitam o reconhecimento de categorias elaboradas por intelectuais negros. Nesse sentido, a abordagem proposta também dialoga com os princípios da Lei 10.639/11.645, ao contribuir para a valorização de saberes e narrativas afro-brasileiras no campo da educação e da produção historiográfica. Além disso, busca-se refletir sobre a urgência de “enegrecer o currículo”, compreendendo o ensino de História como espaço de resistência e reexistência, no qual a Quilombagem se transforma em ferramenta epistêmica capaz de tensionar e transformar as bases coloniais do conhecimento escolar.</p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Wanessa Horrana Francisca da Silva//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/610RACISMO ESTRUTURAL OU INSTITUCIONAL? 2025-10-27T11:50:37-03:00Edson Nunes Junioredsonmnunesjunior@gmail.com<p>Este artigo analisa comparativamente as abordagens de Silvio Almeida e Muniz Sodré sobre o racismo no Brasil contemporâneo, com ênfase nas noções de racismo estrutural e forma social. Argumenta-se que, apesar de diferenças conceituais importantes, ambas as perspectivas oferecem contribuições críticas complementares para a compreensão das dinâmicas institucionais, ideológicas e afetivas do racismo. Ao final, propõe-se uma articulação teórica que valorize tanto os embates nas estruturas jurídicas e políticas quanto as potências antirracistas inscritas na esfera do sensível.</p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Edson Nunes Junior//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/594ALÉM DO COMETA:2025-08-30T11:46:08-03:00Davi Barbosa de Jesusdavibarbosajesuss@gmail.comHiasmim da Silva do Espírito Santohiasmim.hist@gmail.comDébora Cristina de Araujodeboraaraujo.ufes@gmail.com<p>Este trabalho explora a narrativa distópica do conto O Cometa (1920), de W.E.B. Du Bois, para discutir as dinâmicas da branquitude e da supremacia branca. A partir de uma metáfora apocalíptica, Du Bois retrata a relação entre dois sobreviventes — Jim, um homem negro, e Julia, uma mulher branca — evidenciando como as estruturas de poder racial se mantêm e se reorganizam, mesmo em cenários de colapso social. A análise articula a obra às teorias críticas sobre a identidade racial branca, dialogando com as discussões de Bento (2002, 2022) sobre os pactos narcísicos, as reflexões de Fanon (2020) sobre a desumanização colonial e os estudos de Cardoso (2010) acerca das categorias de branquitude crítica e acrítica. Assim, este estudo contribui para evidenciar a complexidade das hierarquias raciais e o modo como os privilégios da branquitude são reconfigurados para se perpetuar, mesmo em contextos de complexos.</p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Davi Barbosa, Hiasmim Silva, Débora Cristina de Araujo//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/657PRODUÇÃO INTELECTUAL NEGRA:2026-01-01T19:56:11-03:00Marcelle Carvalho marcelle_carvalho@uvanet.brRaquel Lopes da Silva raquells3007@gmail.comJanilson Rodrigues Limajanilson_rodrigues@uvanet.brFelipe Alves de Oliveira Alves de Oliveira felipe.oliveira@ufcat.edu.br2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Marcelle Carvalho , Raquel Lopes da Silva , Janilson Rodrigues Lima, Felipe Alves de Oliveira Alves de Oliveira //historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/573NETNOGRAFIA COMO ESPELHO DO SUJEITO DIGITAL À COMPREENSÃO HUMANA. 2025-11-28T11:08:18-03:00Elaine Conteelaineconte.poa@gmail.comBárbara Regina da Silva Schumacherbarbarasschumacher@gmail.comCarla Dias da Silveiracarla.202213376@unilasalle.edu.brCaroline Wamescarolinewames7@gmail.comLino Marques Samuellsamuel@ucm.ac.mz<p>A resenha Netnografia: realizando pesquisa etnográfica online, de Robert V. Kozinets, apresenta uma metodologia inovadora para a análise de comunidades e culturas digitais, ressignificando os fundamentos da etnografia clássica para os ambientes mediados por tecnologias. Fundamentada em autores como Pierre Lévy, a proposta de Kozinets articula um arcabouço teórico-metodológico atento às complexidades das interações digitais, aos desafios éticos emergentes e à constituição ontológica do sujeito conectado.</p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Elaine Conte, Bárbara Regina da Silva Schumacher, Carla Dias da Silveira, Caroline Wames, Lino Marques Samuel//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/658YNAÊ LOPES DOS SANTOS: 2026-01-01T20:00:42-03:00Marcelle Carvalho marcelle_carvalho@uvanet.brJanilson Rodrigues Lima janilson_rodrigues@uvanet.brRaquel Lopes da Silva raquells3007@gmail.comFelipe Alves de Oliveira felipe.oliveira@ufcat.edu.brYnaê Lopes dos Santosynae.lopes.santos@gmail.com<p>A entrevista feita com a historiadora Ynaê Lopes foca na temática dos intelectuais negros/as e suas contribuições para o avanço da temática racial para dentro dos espaços de produção de conhecimento. As suas reflexões perpassam assuntos como as Leis Nº 10.639/2003 e Nº 11.645/2008, racismo, ações afirmativas e movimento negro de forma incisiva e pedagógica para aprendermos sobre esses processos e a importância da produção de conhecimento por pessoas negras. Por uma abordagem leve e potente, a pesquisadora discute temas importantes para nós, pessoas negras e aliadas na luta antirracista, a fim de contribuir para construção de meios para produção de conhecimento de forma afrocentrada, contracolonial e/ou amefricana e possamos agir em conjunto para o avanço de pessoas negras em espaços historicamente negados.</p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Marcelle Carvalho , Janilson Rodrigues Lima , Raquel Lopes da Silva , Felipe Alves de Oliveira , Ynaê Lopes dos Santos//historiar.uvanet.br/index.php/1/article/view/620ENTREVISTA KABENGELE MUNANGA:2025-10-30T13:30:47-03:00Túlio Henrique Pereiratulio.henrique@urca.br<p>Com o objetivo de registrar, em um diálogo descontraído, impressões sobre os avanços e os impasses da educação racial sob a perspectiva de proeminentes personalidades negras do Brasil, o Grupo de Pesquisa em História Afrodiaspórica (GEPAFRO) entrevistou o professor e pesquisador Kabengele Munanga. Aos 85 anos, Munanga apresentou um relato mnemônico de sua relação tensa com um Brasil fortemente racializado, desde os primeiros anos de sua chegada, no ano de 1975 — contexto que o motivou, ao longo de sua trajetória acadêmica, a investigar temas como raça, negritude, racismo, consciência racial e a luta antirracista. Reconhecido também por suas contribuições às reflexões sobre a mestiçagem no país, Munanga abordou as diferenças geracionais observadas entre os jovens da década de 1980 e os das décadas mais recentes, evidenciando transformações impulsionadas pelo fortalecimento da consciência racial ramificada pelos Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABIs) e grupos correlatos difundidos pelas Instituições de Ensino Básico e Superior no Brasil. Conversou ainda brevemente sobre os impactos das duas décadas de ações afirmativas no Brasil, com destaque para a implementação das Bancas de Aferição de Heteroidentificação enquanto mecanismo de garantia e justiça nas políticas de cotas raciais.</p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Túlio Henrique Pereira